• Segundo dia de viagem. 09:30h do dia 10/07/2010
Bom, diferente do dia 09/07/2010, o dia seguinte começou tarde. Eram 09:30h quando me acordaram. Tínhamos que seguir, meu pai planejou chegar no destino às 20:00h. Então, voltamos à Palmas-To para acertar os últimos detalhes do carro, como você já sabe, ele estava com alta temperatura. Enquanto meu pai estava na oficina, eu, minha mãe e minha irmã estávamos na casa da Gisela, uma prima de consideração. Almoçamos lá e conhecemos Ana Laura, a menina mais falante e vaidosa que já conheci. Ela tem quatro anos de idade e age como uma famosa que não pode sair de casa sem blush. Quando meu pai chega, nossa curiosidade era: 'eaí, arrumou o carro?'. Que nada. Ficamos na mesma. O problema é no painel. Ele mentiu a temperatura. O carro não estava nada quente, e não tinha nenhum defeito. Mas quem consegue viajar à 140km/h vendo o painel indicando 130ºC, e ficar tranquilo?! Não dá. Ainda por cima nos atrasamos, de novo. Saímos de Palmas-TO ao meio dia.
  • To - Go
Alguns quilômetros antes de chegar no estado do Goiás, passamos por uma situação inédita, exclusiva e rara. Nós estávamos andando, normalmente, até que vimos um trânsito lento de carros e caminhões. Então, fomos diminuindo, diminuindo, diminuindo quase parando, até que paramos! Estávamos numa fila, caminhão na frente e atrás. Esteticamente impressionante. Era devidamente, e por acaso, um carro e um caminhão e assim sucessivamente, por alguns quilômetros. O Trânsito iniciava-se numa ponte. Lá estava o primeiro da fila. Logo pensamos: deu algum problema na ponte e não estão circulando os veículos. Restou esperar. Bem na frente tinha um carro da polícia rodoviária. Que vinha lentamente dando alguma informação aos motoristas. Depois de alguns minutos, aproximadamente vinte, mandaram um rádio para os caminhoneiros, e todos, juntamente, afastaram-se para o acostamento, quando notamos, TODOS tinham se afastado, deixando só os carros à mostra. Daí você entende como eu descobri que estava devidamente um carro e um caminhão sucessivamente. Logo o carro da polícia veio avisando para os motoristas também irem para o acostamento, e então afastamos. Curiosos ainda, ficamos esperando, esperando e nada. De repente o chão começa a vibrar. Parecia que estava acontecendo um mini-terremoto. Quando surge, um mega caminhão. Mega? Não, que mentira. Um ultra caminhão. Ah, não sei como descrever, era um monstro gigante. Tomava toda uma via da BR, e ainda pegava 1/3 da outra via. O caminhãozãoãoão, andava muito lentamente. Ele carregava um transformador, ENORME. Não poderia descrever aquelas toneladas, fiquei impressionada. A altura era equivalente à um prédio comum, de dois andares. Ficamos babando, para aquele monte de ferro, que esquecemos de tirar fotos. Meu pai num relâmpago de realidade, lembrou de registrar, mas o caminhãozãoão já tinha passado, pegamos apenas alguns metros dele. Logo, tudo normalizou e continuamos com a viagem.
  • Quando eu quero mais, eu vou pra Goiás(...) ♪
Chegamos. Eu já podia sentir o ar seco e leve de Goiás. O frio cintilante, que ora cedia para o calor do sol. E após alguns quilômetros, já estávamos em Porangatu-Go. Já visitei muito uma tia que morava lá. A sensação de estar cada vez mais perto de Goiânia era única: saudade do Pará. Não estive muito empolgada, se você percebeu. Eu estive no Goiás, em Fevereiro. Passei o Carnaval aqui. Então, a saudade dos meus goianos não estava sufocante; mas já que estava dentro do carro, resta, aproveitar. Paramos em Porangatu, especificamente no posto. Fomos ao banheiro, e deslumbrei. Nem os shopping's do Pará, possuíam um banheiro tão chique e elegante. Todo em mármore fria e preta. Com espelhos impecáveis. Com direito à fraldário e tudo mais. Luz à sensor de presença. Doze sanitários e doze chuveiros, vinte e quatro espelhos individuais. Um luxo. Já eram 18:05, e eu já podia admirar o pôr-do-sol goiano! (p.s.: a foto não pegou o pôr-do-sol, e sim o pós-pôr-do-sol. Ficou belo do mesmo jeito ?)
  • Reta final. (...) Êêêêêê Goiâniaaaa (...)
Goiânia se aproximada de nós. Ela vinha à 140km/h, e morria de ansiedade. Logo, anunciavam, Bem vindo à Anápolis. Estávamos cada vez mais próximos. E então, nos deparamos com um acidente. Colisão frontal. Um pálio branco com um corsa vinho, com o impacto, o carro vinho, ainda pegou num carro de luxo importado prateado, e o palio branco esbarrou em outro carro. Resgate, polícia, bombeiro pra cá, multidão pra lá. O motivo não era tão notável, então, ficamos com as deduções. A mais provável então foi a suposta ultrapassagem indevida. Que trágico! Mas, não paramos. Continuamos, e quando o relógio marca 23:00h, estávamos à poucos metros da placa Bem Vindo a Goiânia. O trânsito de carros sem estresse. A cada esquina uma farmácia/drogaria, à cada km uma pizzaria, à cada quarteirão uma rotatória, luzes coloridas, me senti por um instante em L.Vegas. Não é exagero, eu estava dormindo, e não abria os olhos normalmente, então só via uns pontos de luz, de cores tamanhos e formatos diferentes, passando rapidamente. Isso é Goiânia. Minha cidade natal. Logo, às 23:45h começamos à desembarcar na casa da minha avó paterna. E então, aqui estou. Beijo pra Goiânia.
'Beijo pro Pará ♥'




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...