• Pré-viagem. 00:01h do dia 09 /07/2010
A intenção era permanecer o máximo de tempo acordada, para poder descontar o sono durante a viagem. Fiquei conversando no messenger com uns amigos e o namorado. Conversa vai, conversa vem, e o tédio surge. O twitter estava parado, os aplicativos do orkut sem novidades, o assunto acabando e abrindo uma enorme margem para o tédio. Enfim, ele me venceu. Fui deitar às 04:30h do dia 09/07/2010. Todas as malas milimetricamente encaixadas no carro (Gol 99, vulgo Golzinho), comidas de viagem divididas em sacolas específicas: doces, salgados e integrais. E então, apaguei.
  • Pré-viagem II. 05:30h do dia 09/07/2010
Me acordaram às 05:30h para tomar café da manhã e ajustar os últimos detalhes para embarcar. O fiz. Tomei dramin* e um iorgute-mousse de chocolate com M&M's por cima. Entrei no Golzinho e prontamente coloquei o travesseiro inclinado e apoiado na porta esquerda. Deitei-me, minha irmã chegou sentou-se junto à porta da direita. Coloquei minhas pernas no colo dela, e ela deitou-se no meu quadril. Então, logo partimos, exatamente às 06:06h estávamos saindo do prédio.
  • Os quilômetros iniciais.
Após deitar-me como foi dito no tópico acima, adormeci. Coloquei em débito um sono acumulado. Tanto, que acordei após os 300km iniciais. Eram 09:25h tudo certo até então. Logo depois, não estávamos mas no estado de partida (Pará). E que venha o Maranhão. Passei no máximo trinta minutos acordada vendo a estrada, e voltei a deitar. O sono permaneceu firme e forte, que ao me levantar pela segunda vez, eu já estava em Imperatriz-MA. Ouvi meu pai comentar que o termômetro do carro estava oscilando mais que o normal. Para ele, isso era como o sinal amarelo do semáforo. Não pare, nem avance... siga com atenção. Comi umas besteiras, e fiquei admirando as perigosas ultrapassagens. Quando de repente, a luz do termômetro ascende, indicando alta temperatura da água do radiador. Meu pai parou o carro, abriu o capô e percebeu uma tampa plástica desparafuzada. Inicialmente o único motivo aparente. Pegou um lacre de nylon que esqueci o nome no momento, e vedou. Continuamos. Após alguns quilômetros, novamente nos foi alertado: temperatura aproximadamente 130º. Paramos, e esperamos o motor esfriar. Perdemos uns belos minutos de estrada. E então continuamos. A temperatura nao parava de oscilar. E então, chegamos à Porto Franco. Proximo à divisa do estado do Maranhão com Tocantins. Lá, procuramos uma oficina. Mas, o horário de nada serviu, eram 13:15h, não havia nada aberto, na minúscula cidade. Até que encontramos uma mini auto-elétrica denominada de Refri-Ar (sugestivo não?!). Paramos e fomos desvendar o mistério. Ao entrar, nos vem um rapaz de aproximadamente dezessete anos, moreno, humilde, magro e coberto de graxa. Ele pergunta qual o problema, e logo abre o capô para conferir. Meu pai detalhou o problema, e lá ficaram mexendo. Eu minha mãe e minha irmã nos sentamos num banco de madeira que ficava de lateral para o Golzinho. Aproveitamos para almoçar, já que estava na hora. Comemos torrada bauduco integral, pura sem nem uma margarina ou um queijo para disfarçar. Também saboreamos um 'Fandangos' de presunto, e uns biscoitos de polvilho. De sobremesa um bolinho de chocolate recheado, das meninas super poderosas. E vários copos de água gelada, para acompanhar. Vem peça, troca peça, tira peça, coloca peça, acelera, desliga... testa e testa, e NADA. Até que o problema parece ter sumido, então, seguimos viagem. Eram 14:45h. Nos atrasamos bastante. Após alguns quilômetros chegamos à ponte que faz a divisa. E então, bem-vindo à Tocantins.
  • O acidente.
Tivemos que passar por dentro de uma cidade pequenina que não me recordo o nome, mas no perímetro dos primeiros 250km de Tocantins. Estávamos andando à aproximadamente 30km/h pois como estávamos numa zona urbana, haviam inúmeras lombadas. Enquanto parávamos lentamente para passar sobre a próxima lombada, admiramos a situação a seguir: Estávamos na única via da mão que precisávamos seguir, e ao lado, a mão contrária. Alguns metros da nossa frente vinha uma Hilux* preta, ultrapassando outro veículo, vindo em nossa direção. Mas, o motorista conseguiu voltar para a mão que lhe foi condicionada. E você perguta, cadê o acidente? Então, havia um trecho que cortava no meio essas duas vias, neste trecho, vinha uma caminhonete de luxo importada, branca, a mais ou menos 20km/h. Ao mesmo tempo, veio um motoqueiro, com uma moto preta, de capacete e velocidade pouco avançada, fazendo o mesmo trajeto que a Hilux fez, anteriormente. Mas, ele calculou que passava pelo cruzamento, antes da caminhonete branca, o que não aconteceu. Vimos tudo de camarote, pois se ele não batesse na caminhonete, poderia ter uma colisão frontal com o nosso carro, caso nao conseguisse escapar. Apesar de nao estar em alta velocidade, a batida foi feia. O cara foi jogado para depois do meio-fio e a moto foi girando deitada. Notei que ele levandou de supetão. E tonto, caiu. Tentou levantar de novo e caiu novamente. Pensei: poderia ser pior. Pelo menos estava vivo. Estávamos tão perto do acidente, que o sapato dele bateu no nosso carro.
  • Calorosa Palmas. Congelante Taquaruçu.
Chegamos às 23:20h em Palmas, capital de Tocantins. Paramos numa pizzaria chamada 'Paço do Pão' e você enche seus olhos e dá agua na sua boca de pensar que irei detalhar a saborosa pizza que devo ter comido né? Errado. Fomos enontrar uns parentes que lá estavam. Mas nem poderíamos perder tempo. Nosso destino era Taquaruçu. Taquaruçu fica numa serra. Localiza-se à 40km de Palmas, e é considerada distrito de Palmas. Chegamos em taquaruçu, o frio era tão forte que tive que apelar para as meias. A cidade estava morta. Em plena meia noite de sexta-feira, taquaruçu possia todos seus habitantes, em casa. Chegamos na casa do irmão do melhor amigo do meu pai e meu padrinho (falecido). Não esperávamos muito conforto. Ele avisou que a casa era de madeira, mas encarei como modéstia. Me enganei. Que luxo. Toda amadeirada, no meio do mato, sob uma estrada inclinada, uma casinha perfeitinha, toda detalhada. Camas, mesas, cadeiras, pias... tudo à madeira estilo rústico. Nem sonhando eu conseguiria reproduzir tamanha perfeição. O frio era gradativo, quanto mais se sentia frio, mais frio ficava... A única solução cabível para o frio, era um amante. A paixão, mudaria aquele quadro. Me vi muitas vezez grudada com ele. Abraçada, tremendo de frio, mas totalmente aquecida. Que sonho. Fui dormir 02:15h do dia 10/07/2010. Apesar de não ter sono nenhum acumulado, dormi feito uma pedra. Acordei porque me acordaram. Até o café da manhã era rústico. Uma tigela com pães de queijo, outra com mistos, uma com bolo de chocolate, outra com maria mole, xícaras cheinhas de café forte, hum, melhor do que a pizza anteriormente imaginada.

(continua)





1 Response
  1. Anônimo Says:

    Ótimo!!!!!!!


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